27 de mai. de 2009

Meu sonho era ser uma galinha

Cresci no meio do mato. Vacas são minhas velhas amigas. Os porcos sempre foram meus parceiros em brincar de casinha. Mas, confesso que são as galinhas o meu sonho.

Ser galinha é o máximo.
Desde pequena convivi com esse ser simples e bonito: a galinha.

Achava o maximo a galinha ter vida ao ar livre, passear por ai e como namoram essas galinhas???Nossa...nem me diga

Também sempre alimentei elas. O que um dia me intrigou foi a questão dela colocar ovo. Achei aquilo maguinifico. Foi então que...

Eu queria coloca ovo tbm. Achava legal chocar ovo e desse ovo nascer um ser. Não é legal????

Ser uma galinha. O que sonho...
Que triste foi quando o meu pai me disse que eu não tinha esse poder, era só delas.

Foi a partir dali que descobri que nem todos sonhos se realizam, mas vale a pena tentar.
Eu até tentei, mas não deu mt certo....

Em breve PARTE II

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

26 de mai. de 2009

Depois da curva

"Amanha talvez esse vendaval faça algum sentido"

Ahh

Eu vivo pra entender
Eu sofre pra entender..
eu amo pra entender..

é isso

Ventos bons a soprar....espero

23 de mai. de 2009

Além do livro

Este final de semana irei fazer uma resenha, mas uma resenha diferente.
Que não seja o resumo do livro.
Abaixo uma resenha que vai me ajudar a organizar as idéis

A nobre arte de ouvir

de Marcelo Moutinho

Joe Gould, um "homenzinho alegre e macilento", era figura fácil nos bares mais ordinários do Village durante os anos 40 e 50. Gabava-se de ser o último dos boêmios e a maior autoridade dos EUA em privação: "Vivo de ar, auto-estima, guimba de cigarro, café de caubói, sanduíche de ovo frito e catchup". Sob tintas de ficção, Gould lembraria Pierre Menárd, célebre personagem de Borges, mas o notívago baixinho, com suas roupas invariavelmente grandes demais e seu ensebado portfólio repleto de rabiscos manuscritos, realmente existiu. E foi objeto de dois perfis produzidos pelo jornalista Joseph Mitchell para a revista New Yorker. Tais textos, publicados originalmente com um hiato de 22 anos, estão reunidos no livro "O segredo de Joe Gould", lançado pela editora Companhia das Letras como parte da coleção Jornalismo Literário.

Talvez somente um semanário do quilate da New Yorker pudesse bancar a demora que Mitchell em geral levava para apurar, redigir e burilar suas matérias. "O professor Gaivota" (1942), primeiro perfil de Gould, por exemplo, ficou pronto após meses e meses de conversas. A possibilidade de ouvir Joe por um longo período decerto foi fundamental para a excepcionalidade dos perfis. Colaborou para isto também a complexidade do personagem. Gould não chamaria a especial atenção de Mitchell caso fosse simplesmente mais um dos boêmios que vagavam pelas ruas da cidade. O "professor Gaivota" descendia de uma família de médicos, formara-se na Universidade de Harvard, estudara a eugenia dos índios americanos e trabalhara como jornalista. Cheio de si, malgrado a sujeira e a aparência desleixada, dormia em estações de metrô e albergues baratos. Para se proteger do frio rigoroso do inverno, valia-se de folhas de jornais entre as roupas. Mesmo nesses momentos exalava esnobismo: "Só uso o "Times".

Gould assumira uma quixotesca missão: escrever a "História Oral de Nossa Época", reunindo em dezenas de volumes conversas travadas dia após dia com desvalidos como ele. Nas palavras de Mitchell, um "repositório de tagalerice, uma coletânea de disparates, mexericos, embromações, baboseiras, despautérios", cuja idéia surgira num dia prosaico. Gould passara por um sebo onde esbarrou numa coletânea de contos em cujo prefácio o poeta William Butler Yeats assinalava: "A história de uma nação não está nos parlamentos e nos campos de batalha, mas no que as pessoas dizem umas às outras em dias de feira e em dias de festa, e na maneira como trabalham a terra, como discutem, como fazem romaria". Foi o que bastou para que Gould decidisse a partir de então dedicar todo o tempo a colher informações necessárias ao monumental livro. Sem emprego fixo, custeava suas mínimas despesas pedindo contribuições pelos bares da cidade, em nome de um tal "Fundo Joe Gould", sempre detalhando seus nobres propósitos. Entre os colaboradores, além de bêbados anônimos e turistas curiosos, constavam nomes como e.e.cummings, que chegou a dedicar-lhe um poema.

A "História Oral", segundo cálculos do próprio Gould, alcançaria nove milhões de palavras, escritas por extenso em papéis manchados de gordura, cerveja e café, e guardados na casa de amigos e numa granja, em Long Island. Ele adorava falar sobre o livro, que incluía ensaios autobiográficos e hilários estudos eivados de sofisma, como o que ironiza o uso desmedido de estatísticas pela sociedade americana, relacionando o consumo de tomates por engenheiros ferroviários ao aumento do número de acidentes de trem. Freqüentemente, Gould invadia concorridas festas no Village, onde, após alguns copos de cerveja, punha-se a recitar poemas e trechos da "História Oral", ou simplesmente a imitar gaivotas. Quando alguém tentava classificá-lo de exibicionista, emergia outro de seus mais marcantes traços: o sarcasmo. Mitchell reproduz a resposta dada por Gould à jovem que criticara sua performance durante um coquetel. Disse-lhe: "Se minha informalidade a leva a pensar que sou um bêbado bobo (...), atenha-se firmemente a essa convicção, atenha-se firmemente, atenha-se firmemente, e mostre sua ignorância".

Graças à franqueza, ganhou muitos desafetos no meio artístico e intelectual novaiorquino. Gould debochava dos colegas poetas, de religiosos e pintores ditos de vanguarda. Numa ocasião, insistiu para participar do sarau de respeitada sociedade literária, que sempre lhe negara entrada e naquela oportunidade promovia a Noite da Poesia Religiosa. Pediu licença para ler "Minha religião", poema de sua autoria. Diante da concordância, disparou: "No inverno sou budista / E no verão sou nudista". Na Noite da Poesia da Natureza, implorou para declamar outro, chamado "A gaivota". Saltou, então, da cadeira, sacudindo os braços e gritando: "Sriiic! Scriic! Scriic!".

Seus pontiagudos comentários atingiram também um "promissor" pintor que atacara quadro feito por Alice Neel, amiga de longa data: "Fiquei muito contente (...), pois é um abstracionista de sucesso, está na linha de frente da vanguarda e só se impressiona com quadros totalmente sem sentido e concluídos em meia hora". A mordacidade ganhava relevo quando as vítimas eram gente ligada à arte engajada. Teriam perdido o senso de humor e, para irritá-los, Gould revezava-se pelos cafés a declamar o poema "As barricadas": "As barricadas / E, por trás destas barricadas, (...) / Os camaradas morrem - / De tanto comer."

Na tarefa de desenhar em palavras esse fascinante personagem - arrogante, caçoante, intrometido, politicamente incorreto, por vezes grosseiro – Mitchell corria o risco de recair no melodrama. Mas sua prosa límpida foca-se na análise psicológica e contextual do enigmático Gould. Mesmo no segundo perfil, veiculado somente após a morte do protagonista e no qual Mitchell reflete sobre o desenvolvimento da reportagem, explorando suas contradições, brilha a precisão do autor, que viria a revolucionar o jornalismo, remando na maré contrária ao meramente investigativo por revestir de técnicas literárias a narrativa.

Por intermédio de uma série de descobertas do próprio Mitchell, o leitor compreende que, apesar de lidar com prática que supõe total transparência - o jornalismo -, no fundo tanto o personagem quanto o autor dos perfis em algum instante vestem máscaras. Mitchell o escutou sóbrio, bêbado, depressivo, radiante, sempre com extrema paciência. Mais como ouvinte, menos como interlocutor. Observou em minúcias o ambiente que o rodeava, desenvolvendo certa intimidade, tentando captar através da topografia uma visão mais completa sobre quem enfim seria Gould. Porém, ante a desconfiança sobre a verdadeira existência da "História oral", absteve-se de desnudá-la.

Como observa o cineasta João Moreira Salles no posfácio do livro, a construção artesanal das matérias de Mitchell liga-se à necessidade de tempo para "entender" e "mostrar" a beleza que se esconde em universos aparentemente banais. Salles sublinha que Mitchell busca na alma encantadora das ruas e nos personagens urbanos "um grande semiparadoxo: a permanência – aquilo que não muda, ou muda pouco. Mais ainda: aquilo que resiste à mudança, às vezes militantemente". Ele quer ler as entrelinhas da cidade, não seus pontos de exclamação; e explorar o "elo secreto" que há entre "lentidão" e "memória", já apontado por Milan Kundera.

A interseção de interesses entre Mitchell e Gould dá-se justamente neste anseio. Tanto um quanto o outro, cada qual a seu modo, desejou "escutar o mundo" - e registrá-lo, lutando contra o esquecimento. Após a morte de Gould num hospital psiquiátrico e a veiculação do segundo perfil, Mitchell curiosamente nunca mais publicou mais nada. Findo o misterioso Joe Gould, findo o que por anacrônico lhe era caro, Mitchell preferiu calar-se também.

22 de mai. de 2009

Daqui a uma semana

Não quero criar expectativas.
Não quero me iludir, mas se que vou.
Tem certas coisa que devem partir de nós.
Se a gente não faz a frente, tudo fica parado.

Então sai do lugar.
Estou cada dia aprendendo a dar valor para as coisa do agora.
Não interessa o amanhã, interessa com quem estou agora.

Realmente "o q os olhos não vem o coração não sente".
É isso. Aproveitar a vida!!!

Bom findi e hj surgiu uma nova profissão na minha vida: COMPOSITORA
Isso mesmo. Escrevi uma musica pra Linao e pra Gabi minhas grandes amigas.
Em breve estarei escrevendo para cada amigo, a próxima é vc Jo

Bjus duas fogueteiras

Feito

Semana agitada. Mas td foi feito.
Abaixo uma letra de música legal

Cachorro Grande- O dia de amanhã

Eu preciso do dia de amanhã
Acordar de manhã um novo dia
Eu te levo para qualquer lugar
Pra poder cantar

Um novo dia, manhã como seria
Amanhã, um outro dia

Tanta coisa tenho que pensar
E repensar um novo dia
Dia desses se eu não acordar
Eu não vou mais cantar

Um novo dia, manhã como seria
Amanhã, um outro dia

Eu preciso do dia de amanhã
Acordar de manhã um novo dia
Eu te levo para qualquer lugar
Pra poder cantar

Um novo dia, amanhã como seria
Amanhã, um novo dia

19 de mai. de 2009

"Deixe as coisas aconteceram naturalmente.
Não precipite-se
Não sofra antes da hora
Não chore por coisas mesquinhas
Calma, muito calma
Viva a sua vida, somente a sua"

Esse é o meu conselho.
Fiz isso ontem e hj e valeu a pena!