Jornalista em formação, escritora por ambição. Sou de alma interiorana e visão cosmopolita. Trabalho no processamento técnico, catalogando livros na Biblioteca Central da Unisc. Por isso todo dia os livros convivem comigo e eu com eles, e talvez toda a explicação pela paixão por eles. Amo ler. Amo a literatura e seus contextos. Admiro pessoas inteligentes, por do sol, lua, chuva, água, desapego e caráter.
25 de jan. de 2011
poesofia
22 de jan. de 2011
canção...
Não quero mais
Ouvir quem diz
Que o amor é só
Pra ser feliz
Angústia ou paz
Prazer ou dor
Eu quero é mais
Morrer de amor
Eu quero amar demais
Sem poupar coração
Que pra mim o amor que apraz
É uma louca paixão
Um amor só satisfaz
Além da razão.
'Sem poupar coração
Nana Caymmi
19 de jan. de 2011
Bela Itália

10 de jan. de 2011
Leitura

Estou lendo uma obra maravilhosa do escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850), que foi um dos escritores mais extraordinários dos últimos tempos.
O passo inicial para atingir o primeiro propósito fora dado por seu pai. Assim que melhorou de vida, Bernard-François Balssa trocou o sobrenome para Balzac -originário de uma tradicional família do sul da França, onde havia nascido- e o fez preceder por um "de", para lhe dar um toque de nobreza.
Quanto à literatura, Honoré não se cansava de, todas as noites, sonhar com os olhos abertos diante de sua irmã Laure, descrevendo-lhe os projetos que, um dia, iriam torná-lo monumental como Rabelais - que nascera na mesma cidade que ele, Tours.
De alguma forma, "O Amor Mascarado", romance que acaba de ganhar edição no Brasil, representa um encontro entre as mais antigas aspirações de Balzac. O livro foi escrito para presentear uma aristocrata, Dorothée de Biren, duquesa de Dino. E, embora longe de uma obra-prima, a narrativa ratifica que a trajetória do romance possa ser dividida em antes e depois de Honoré de Balzac.
Como não integra "A Comédia Humana" - título talvez sugerido ao ficcionista por um amigo, Auguste de Belloy, e sob o qual se abriga o extraordinário conjunto de quase cem livros-, "O Amor Mascarado", via de regra, fica de fora quando se compila a produção balzaquiana. Lançado em 1911, o romance permaneceu "por mais de meio século" guardado na biblioteca da homenageada. De lá, por iniciativa do próprio duque de Dino, Maurice de Talleyrand-Périgord, o manuscrito chegou a um certo Lucien Aubanel -que, por sua vez, o entregou à editora La Renaissance du Livre, a qual o trouxe a público.
O que se deve acrescentar é que, ao conhecê-lo, no ano de 1843, em Berlim, a duquesa de Dino achou o escritor "desajeitado e comum", segundo assinala Graham Robb em "Balzac - Uma Biografia" (1995). Curiosamente, o editor francês afirma que o ficcionista decidiu oferecer o presente a Dorothée de Biren por ser recebido "como um íntimo" em sua casa.
"O Amor Mascarado", que se chamava, a princípio, "Imprudência e Felicidade", conta uma história de inspiração moderna - com passagens inverossímeis. Num baile carnavalesco do Ópera, Léon de Préval, oficial da cavalaria, é abordado por uma jovem de máscara, Elinor de Roselis, que lhe pede ajuda para encontrar o casal com quem estava havia alguns minutos. À primeira vista, o interesse instantâneo de Léon pela mascarada não passa de um flerte. Em duas páginas, porém, ele já diz que ama a desconhecida. Impassível, ela, que se confessara viúva e desiludida com os homens, marca um encontro para somente dali a três semanas, dando início a um plano surpreendente -engravidar de Léon e desaparecer de Paris.
A idéia de uma mulher mascarada usando um estranho para consolidar o único amor ao qual está disposta a corresponder -o de um filho- é, não se discute, vigorosa. O romance, aliás, se apóia na figura de Elinor. Nada a estranhar: Honoré de Balzac tem sido, há muito, considerado um dos maiores criadores de personagens femininas. O ponto fraco da trama está em Léon -o perfil psicológico do oficial parece um rascunho diante do desenho de sólida coerência que é a mascarada.
Os livros que formam "A Comédia Humana" e, mesmo alguns que não entraram nela, como "O Amor Mascarado", transformaram Honoré de Balzac, na definição precisa de Walter Benjamin, no "primeiro herói da vida moderna". Isso talvez explique por que, mais do que em sua época, ele se afirme hoje como uma celebridade literária. A vida em vigília -das noites em que conversava com a irmã sobre seus projetos de escritor até as que se punha a escrever freneticamente- o fez escapar do pesado sono da morte.
(Rinaldo Gama é coordenador-executivo do Instituto Moreira Salles)
27 de dez. de 2010
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
18 de dez. de 2010
final de ano

Parece que o final de ano tem algumas coisas iguais aos outros anos. Mas cada ano é diferente, é especial. São 12 meses de muitas emoções, trabalho e estudo duro, momentos bons, como também momentos ruins, mas o que sempre lembramos são os momentos bons, as boas lembranças E com certeza pra mim não foi diferente.
Destaco aqui um retro: Janeiro - virada de ano em Garopaba, praia em Floripa, um semana de boas companhias e aprendizado no Fórum Social Mundial que aconteceu em Porto Alegre, juntamente com minha querida amiga Inara.
Fevereiro - primeiro passeio a cidade maravilhosa, Rio de Janeiro. Reencontro com amigos de lá, em especial Antonio. O dia marcante 28/02/2010 - show do Coldplay INESQUECÍVEL!
Março- Troca de setor, que por sinal foi boa. Volta ás aulas. E nos outros meses destaco a o reentro com Luciano, Icaro, oktobefest, aproximação com amiga Carina, chimas com pessoas especiais, momentos legais com pessoas pelas quais tenho muito carinho, pai, mãe, mana, Deise M. ,Neiva, Inara, Carina, alguns familiares e por ai...vários.
E mais momentos bons que não vem ao momento. Mas 2010 foi 10. Poderia ter sido melhor, mas foi bom!
E 2011 como eu já disse vai ser melhor ainda. Primeira viagem internacional, Itália, irei fazer minha mono, conclusão de curso, Rock in Rio, mais confraternizações com amigos e familiares e muito, quero muito compromisso com meus estudos e terabalho. É isso! Feliz 2011 a todos! Beijo.
4 de dez. de 2010
Vale a pena assistir
