24 de nov. de 2011

Clarice por Clarice

“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”

Clarice Lispector

eu amo literatura


E ao quinto tambor já estarei inconsciente na minha 126 127 cobiça. Até que de madrugada, aos últimos tambores levíssimos, me encontrarei sem saber como junto a um regato, sem jamais saber o que fiz, ao lado da enorme e cansada cabeça do cavalo.

Cansada de quê? Que fizemos nós, os que trotam no inferno da alegria? Há dois séculos que não vou. Da última vez que desci da sela enfeitada, era tão grande a minha tristeza humana que jurei que nunca mais. O trote porém continua em mim. Converso, arrumo a casa, sorrio, mas sei que o trote está em mim. Sinto falta como quem morre. Não posso mais deixar de ir.

E sei que de noite, quando ele me chamar, irei. Quero que ainda uma vez o cavalo conduza o meu pensamento. Foi com ele que aprendi. Se é pensamento esta hora entre latidos. Os cães latem, começo a entristecer porque sei, com o olho já resplandecendo, que irei. Quando de noite ele me chama para o inferno, eu vou. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Apresento-me no escuro, muda e em fulgor. Correm atrás de nós cinqüenta e três flautas. À nossa frente uma clarineta nos alumia. E nada mais me é dado saber.

De madrugada eu nos verei exaustos junto ao regato, sem saber que crimes cometemos até chegar a madrugada. Na minha boca e nas suas patas a marca do sangue. O que imolamos? De madrugada estarei de pé ao lado do ginete mudo, com os primeiros sinos de uma Igreja escorrendo pelo regato, com o resto das flautas ainda escorrendo dos cabelos.

A noite é a minha vida, entardece, a noite feliz é a minha vida triste - rouba, rouba de mim o ginete porque de roubo em roubo até a madrugada eu já roubei, e dela fiz um pressentimento: rouba depressa o ginete enquanto é tempo, enquanto ainda não entardece, se é que ainda há tempo, pois ao roubar o ginete tive que matar o Rei, e ao assassiná-lo roubei a morte do Rei. E a alegria do assassinato me consome em prazer.

Eu estava comendo a mim mesma, que também sou matéria viva do sabath.

A Paixão Segundo G.H.

22 de out. de 2011

Sonha-se, realiza-se..


Sabe quando você está atolado de coisas pra fazer? Trabalho acumulado, estudar, escrever, fazer os deveres de casa, família, namorado, amigos, tudo isso requer sua atenção.

Chega uma hora que você pensa apenas nas suas merecidas férias, e como estas seriam bem vindas. E como estão distantes as férias. Mas às vezes vem um merecido passeio. E assim foi comigo. Um passeio de apenas seis dias, mas eu diria um dos melhores passeios.

Tudo indicava apenas minha segunda ida ao Rio de Janeiro. Os dias se aproximavam do dia 28 de setembro, e eu não estava com aquele pique, aquele olhar, aquela vontade de quem iria viajar. Também poderia, estou realizando uma monografia. E como dizem: “Existe vida após a mono”, eu concordo, mas acredito que tenha sim uma vida, um pouco mais preocupada, mas tem se uma vida durante a mono, eu comprovo.

Voltando ao passeio para o Rio de Janeiro, já estou com saudade, eu diria que já fui com saudade. Vivo com saudades. Eis então que os dias estavam perto do dia 28. Chega dia 27 de setembro e vou à rodoviária. Embarco no ônibus para Porto Alegre. Na chegada da rodoviária de Porto Alegre, um senhor já declamou poesia. Opa, a viagem já começava bem. Sentada, em um banco esperando, uma senhora com flores se aproximou de mim e puxou conversa, em dez minutos de bate papo eu sabia a vida daquela senhora..

Minha amiga chega e vamos ao encontro de outra amiga. Eu diria que aquela noite foi “frouxa”, sabe? Parecia até que outro dia eu estava indo trabalhar, estudar. Eu realmente não estava em clima de passeio. Mas isso logo passou. Cheguei ao aeroporto de madrugada, embarquei e cheguei ao RJ! Eeee. Ele continuava lindo.

E nos seis dias que permaneci lá, resumiria que eu conheci muitas pessoas, de Cuiabá, Fortaleza, Recife...e diria que fiz amizades. Acho o povo do Rio de Janeiro feliz, apesar de todos os problemas assim como os outros lugares. Mas eu digo que tive sorte, sempre fui bem recebida, me passavam as informações certas.

Eu viajei sozinha. Para surpresa de muitos. E para tantos outros que acham que sozinho a viagem não tem graça. Pois bem, eu provei novamente o contrário. Sozinha, provei da liberdade, ‘provei ‘ pessoas novas, lugares novos. Acredito que se eu estivesse acompanhada não faria o mesmo.

Meu dois objetivos eram: fazer uma entrevista com um jornalista para a minha mono e ir ao show do Coldplay no Rock in Rio. Os dois fatos foram ótimos. Da entrevista restou uma torrada, um chocolate amargo e um sorisso bobo no canto da boca. Do coldplay restaram borboletas guardadas em mim.

Como nos outros passeios e viagens, a gente nunca volta o mesmo. Volta renovada. Quer ser modificar o que não esta legal. Quer se amar mais. Sonha-se mais. Programa-se mais. E como faz bem. Tanto que eu, já quero aquelas belezas, aqueles sorrisos do povo do Rio de Janeiro que só eles têm, quero a poesia e a dança, e... o beijo na Nuth Barra. E assim somos lembranças.


12 de out. de 2011

momento epitáfio


Para uma pequena reflexão, consolação.

(...)Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

6 de out. de 2011

Nem tudo é fácil


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!


Cecília Meireles

19 de set. de 2011

eu encontrei você


Ainda Bem

Marisa Monte

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

12 de set. de 2011

Coldplay, nova música


O Coldplay lançou mais um single do novo disco, 'Mylo Xyloto', na manhã desta segunda-feira (12). A música tocou na Radio 1, da BBC, e foi publicada no canal da banda no YouTube.
Esta é a segunda música de trabalho do quinto disco de estúdio do Coldplay, que será lançado no próximo dia 24 de outubro. Três semanas antes do lançamento, a banda se apresenta no Rock in Rio, como principal atração do palco mundo, fechando o sexto dia de festival.

Neste fim de semana, eles divulgaram mais informações sobre 'Mylo Xyloto'. Uma delas é que a cantora Rihanna vai participar deste trabalho, na música 'Princess of China'. "O álbum foi concebido como uma peça. Tem dois personagens, um menino e uma menina, e no topo da nossa lista para fazer a menina estava Rihanna", revelou o vocalista Chris Martin em entrevista ao The Sun.



Fonte: uol