11 de mar. de 2012

A seca

A seca

Sol e árduo trabalho. Céu azul. Uma pequena família sofre com a falta da chuva. A previsão para os próximos meses é a falta dela. Mesmo assim, o trabalho permanece. O galo canta. São quatro horas da manhã. Hora de levantar. No lugar onde tudo é silêncio e onde as estrelas brilham mais, famílias se fazem. A hora de acordar desperta também a esperança.
Balde na mão Dona Ivoni vai ao encontro das vacas, para delas tirar o leite fresco, mais tarde posto na mesa. Com ele, pão amassado pelas mãos cheias de rugas. Geléia de morango. Roscas. Tudo é caseiro e delicioso feito por aquelas mãos enrugadas.
O plantio de milho está perdido. O de batatas também. O verde do campo não existe mais, agora marrom. O açude está secando. Os bois magros. As vacas produzem menos leite. O chão duro. Os cachorros tristes e os gatos fugiram. A seca chegou e a família ficou.


Angélica Weise

7 de mar. de 2012

Trechos

Da série trechos de livros. Agora do escritor Miguel Sanches Neto. Ao acaso eu o conheci.
Mais tarde um post sobre ele e sua intervenção literária.

“Sobre uma banqueta de madeira, deixada ao lado de minha cama, estreita igual à dos demais solteiros, coloquei uma lata com flores silvestres, para que Jean Gelèac encontrasse ambiente agradável. Ele está com o grupo desde meados de 1891 e nunca teve mulheres, recusara o amor fácil de Narcisa, que mais espalhou a discórdia entre casados e solteiros do que amenizou a falta de fêmea. Tímido e jovem, um tanto romântico como sempre somos aos vinte anos, Gelèac tem se dedicado ao vício da virtude, resolvendo-se sozinho. Seu rosto está coberto de espinhas e, ao contrário dos homens casados, ou dos mais maduros, acostumados à solidão destas matas, ele tem a pele cor de papel e os olhos fundos, revelando ânsia de amor”
Trecho do livro “Um amor anarquista”

26 de fev. de 2012

trechos

Trecho do livro "Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi" de CECILIA GIANNETTI

Temos os fantasmas que merecemos. Eles são feitos de coisas que não cabem aqui. Vieram sem anúncio e somente quando decidiram ir embora é que percebi o quanto sempre estiveram presentes, pois, até então, nunca haviam desaparecido. Estavam aqui e agora, se há matéria, é só palavra, papel, tinta – um fantasma no envelope fechado; um fantasma dobrado na gaveta. Que meia dúzia de palavras corajosas poderiam lhes escapar lá de dentro?

Temos o diário que merecemos. Ele é doce e partido, a promessa, a emoção do começo rápido!, antes que desapareça, é meu cada ponto de tinta em suas páginas, em que me imagino reportando misérias alheias. Recuperando peças que contam a história de uma civilização. Eu deveria erguer meu museu. A construção, no entanto, resulta rapeada, sampleada, em cacos – sua confusão mesma, o começo de outra civilização. Único lugar em que me imagino existir.

CECILIA GIANNETTI nasceu no Rio de Janeiro, em 1976. Formou-se em Jornalismo em 2003 pela UFRJ. Já trabalhou no Jornal do Brasil, na Tribuna da Imprensa, e atualmente contribui para a Folha de S. Paulo. Tem contos publicados em várias antologias como 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, organizada pelo Luiz Ruffato, e também em revistas e blogs. Recentemente, Cecilia foi mandada para Berlim, participando do projeto Amores Expressos. O romance em decorrência da viagem ainda está em gestação, mas o blog narrando suas experiências demonstra sua amarga sensibilidade (http://blogdaceciliagiannetti.blogspot.com/).

Com informações de seu site disponível em: http://escrevescreve.wordpress.com/resenhas/

8 de fev. de 2012

Da série escritos 2

A janela

Fazia algum tempo. Aquela janela entre aberta me perturbava. Na verdade, chamava a atenção aqueles livros aparecendo, me olhando. Era bonito de olhar. Era como se eu acordasse e em minha frente o mar.

E eu olhando, apenas de passagem a janela. Já que o caminho era rápido. Mas o segundo andar, aquelas duas janelas me instigavam. Não pudera eu acreditar que ali viveria alguém. Então, se não estivesse, o mesmo estaria viajando, mas não estava.

Depois de tantos anos, como pude só agora saber que ali vive um homem solitário? Sim. Um promotor de justiça aposentado por invalidez. Motivo: depressão profunda.

Mas como ainda não se suicidara? Em tantos anos morando no mesmo lugar, aquele apartamento sempre fechado, justo o apartamento da minha frente. Como não fui capaz de imaginar que um ser habita aquele ambiente escuro, mas repleto de vida, de livros?

Porque não me atinei a observar mais, apurar as conversas? Ora, ando tão ocupada. Já não bastam meus problemas, o pouco tempo, não perderei tempo olhando uma janela que me contempla com livros.

Sim, perderei tempo. Eu já perdi. Eu continuo perdendo. Volta e meia, vejo-me olhando para a janela, para os livros, para a sacada fechada o mundo escuro que aquele senhor habita.
Aquele mundo de quatro paredes que é dele. O seu mundo. As suas portas. As suas janelas. O seu ar. E o sol? E a chuva? A lua? De que forma ele vê?

Não sei. Talvez sol, chuva, lua para ele não existem já que ele fez seu mundo, obteve sua escolha, certa ou não. O mundo é dele. Feio sei que não é. Somente a janela com aqueles livros, o mundo que ali se fez é justo. A janela para o mundo e a vida nos livros.

19 de jan. de 2012

Para Carmen

Ela se chama Carmen. Quarenta e quatro anos. Culta e branca. Olhos grandes que nem de coruja. Santa-cruzense, leitora.

E numa tarde ensolarada de poucas nuvens, no mês de janeiro na pequena sala do trabalho, contou rapidamente para as colegas, momentos de sua infância.

O brilho nos olhos de Carmen ao relembrar os primeiros anos de idade era nítido. Com a mão na orelha, contou que aos seis anos era escolhida para acompanhar as senhoras de idade aos passeios para o cemitério e os jogos no bingo.

- Por que isso Carmen?

- Eu era responsável por aquelas senhora. Eu cuidava daquelas senhoras. Se alguma delas passasse mal, como eu era novinha, eu poderia correr mais rápido e chamar pelo socorro.

As colegas de trabalho riram. Carmen acrescentou. Lembro com saudade, como se fosse ontem. Aqueles jardins grandes e bonitos. E os tinha só pra mim. Para eu correr, rolar, brincar. Sozinha. É. Eu era a única criança.

Recordo a recompensa em cuidar daquelas senhoras, era. Humm.. o suco de framboesa e sanduiches enormes preparados somente para mim. Eu me considerava importante. Pequena mas imensa nos sonhos.

Angélica Weise

10 de jan. de 2012

Da série escritos

Porta retrato


Abre-se a porta
Dobra-se a direta
Reto, a porta do quarto já aberta
E já se vê
Em meio a duas estantes de livros
Entre autores, escritores
Ele fica ainda mais bonito
Lá está ele com ela
A sintonia do quarto se completa
Com outras peças
Ele é o único daquele quarto
Ninguém tem outro espaço ali
O que ele vê, presencia, é um mundo
De sonhos, magias
Insônia, angústia
Ele pode se achar
É grande, bem moldurado e belo
O que contempla a moldura são dois personagens
Ali no mesmo instante juntos
Compartilhando um momento único
Eternizado na foto
E agora no porta retrato.

Autora: Angélica Weise – 02/01/2012
Escrito no verão em Agudo.

7 de jan. de 2012

Lembrança

De lembrança eu vivo.
De saudade ainda permaneço.

Angélica Weise

Abaixo o link para ver de uma cidade gloriosa que conheci. Assisi em Itália. A cidade de São Francisco.
http://www.youtube.com/watch?v=meSuNnYbBV4&feature=related

6 de jan. de 2012

Citações

Alegro-me em saber que o tempo se vai..
como o fluxo do água que corre no rio.
Angélica Weise

Ao citar o tempo, refiro-me ao Marcel Proust, que escreveu a célebre obra "Em busca do tempo perdido".
Abaixo algumas citações de Proust para esta sexta-feira de sol e muito calor.

'O amor é o espaço e o tempo medidos pelo coração'.
'O amor é uma doença inevitável, dolorosa e fortuita'.
'A felicidade no amor não é um estado normal'.

5 de jan. de 2012

O ano da formatura

Este ano de 2012, será o ano da minha formatura em Jornalismo.
Chego neste meu último semestre como acadêmica desta maravilhosa profissão, para afirmar: poderia ter feito mais. Muito mais.
Acredito que a maioria dos estudantes chegam a esta conclusão quando estão prestes a se formar, a pegar o 'canudinho'.
Arrependimento? Não.
Claro, poderia ter estagiado mais. Ter 'matado' menos aulas. Participado de mais congressos e eventos na área. Poderia-me ter integrado melhor a turma, ou, ter feito um grupo. E eu não o fiz.
Por muitos posso ser vista como mais uma que se forma em jornalismo. Para mim não. Tenho meus projetos as minhas ambições na área.
O 10 que não obtive em demais disciplinas, eu obtive com muita dedicação e sacrifício no 10 da monografia. E isso é muito bom.
Os anos que estudei aqui na UNISC, foram ótimos. De grandes descobertas. O curso sim, possibilitou que eu conhecesse vários lugares, e inclusive pessoas. Mas eu me fiz, eu me construí, eu me permiti. E não me arrependo de nada.
Agora, é só o começo.

6 de dez. de 2011

Trecho

“A ideia do destino costuma chegar-nos à mente apenas com a idade. Quando jovens, como você, geralmente não pensamos no assunto, percebemos tudo quanto acontece como fruto de nossa vontade. Sentimo-nos como pedreiros que vão construindo diante de si o próprio caminho. Só muito mais tarde é que nos damos conta de que a estrada já estava lá, e que alguém já a traçara para nós, de que a nós só nos cabe seguir adiante. É uma conclusão a que costumamos chegar lá pelos quarenta anos, e então começamos a entender que as coisas não dependem apenas de nós. É um momento perigoso, durante o qual a pessoa até se pode deixar tragar por um fatalismo claustrofóbico. Para se ver o destino em toda a sua realidade, é preciso deixar passar alguns anos mais. Lá pelos sessenta, quando o caminho que deixamos para trás é maior que o que ainda temos pela frente, notamos uma coisa que jamais havíamos notado antes: a estrada então percorrida não era reta, mas repleta de bifurcações, a cada passo uma seta indicando uma direção diferente; dali se afastava uma trilha, mais adiante uma senda relvosa que se perdia entre os bosques. Entramos nalguns desses caminhos sem sequer percebermos; em certos casos, nem chegamos a reparar na existência do desvio; as entradas descartadas nem sabemos aonde nos poderiam ter levado; talvez nos tivessem levado a um lugar melhor, talvez a um pior; não sabemos, e ainda assim não podemos deixar de sentir certa lástima. Podíamos fazer uma coisa, mas não fizemos, voltamos para trás em vez de avançarmos. O jogo-da-glória, você se lembra? A vida procede mais ou menos da mesma forma.
Ao longo do percurso, deparamos com as outras vidas: conhecê-las ou não, vivê-las profundamente ou deixá-las de lado, só depende da nossa escolha do momento; mesmo que não o saibamos, ao escolhermos um caminho em vez de outro podemos estar arriscando a nossa própria existência, bem como a de quem nos acompanha.”

* Trecho de Vá aonde seu coração mandar, da italiana Susanna Tamaro, em tradução de Mario Fondelli, para a Rocco, edição de 1995.

Texto do blog de Romar Beling - 06/12/2012

24 de nov. de 2011

Clarice por Clarice

“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”

Clarice Lispector

eu amo literatura


E ao quinto tambor já estarei inconsciente na minha 126 127 cobiça. Até que de madrugada, aos últimos tambores levíssimos, me encontrarei sem saber como junto a um regato, sem jamais saber o que fiz, ao lado da enorme e cansada cabeça do cavalo.

Cansada de quê? Que fizemos nós, os que trotam no inferno da alegria? Há dois séculos que não vou. Da última vez que desci da sela enfeitada, era tão grande a minha tristeza humana que jurei que nunca mais. O trote porém continua em mim. Converso, arrumo a casa, sorrio, mas sei que o trote está em mim. Sinto falta como quem morre. Não posso mais deixar de ir.

E sei que de noite, quando ele me chamar, irei. Quero que ainda uma vez o cavalo conduza o meu pensamento. Foi com ele que aprendi. Se é pensamento esta hora entre latidos. Os cães latem, começo a entristecer porque sei, com o olho já resplandecendo, que irei. Quando de noite ele me chama para o inferno, eu vou. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Apresento-me no escuro, muda e em fulgor. Correm atrás de nós cinqüenta e três flautas. À nossa frente uma clarineta nos alumia. E nada mais me é dado saber.

De madrugada eu nos verei exaustos junto ao regato, sem saber que crimes cometemos até chegar a madrugada. Na minha boca e nas suas patas a marca do sangue. O que imolamos? De madrugada estarei de pé ao lado do ginete mudo, com os primeiros sinos de uma Igreja escorrendo pelo regato, com o resto das flautas ainda escorrendo dos cabelos.

A noite é a minha vida, entardece, a noite feliz é a minha vida triste - rouba, rouba de mim o ginete porque de roubo em roubo até a madrugada eu já roubei, e dela fiz um pressentimento: rouba depressa o ginete enquanto é tempo, enquanto ainda não entardece, se é que ainda há tempo, pois ao roubar o ginete tive que matar o Rei, e ao assassiná-lo roubei a morte do Rei. E a alegria do assassinato me consome em prazer.

Eu estava comendo a mim mesma, que também sou matéria viva do sabath.

A Paixão Segundo G.H.

22 de out. de 2011

Sonha-se, realiza-se..


Sabe quando você está atolado de coisas pra fazer? Trabalho acumulado, estudar, escrever, fazer os deveres de casa, família, namorado, amigos, tudo isso requer sua atenção.

Chega uma hora que você pensa apenas nas suas merecidas férias, e como estas seriam bem vindas. E como estão distantes as férias. Mas às vezes vem um merecido passeio. E assim foi comigo. Um passeio de apenas seis dias, mas eu diria um dos melhores passeios.

Tudo indicava apenas minha segunda ida ao Rio de Janeiro. Os dias se aproximavam do dia 28 de setembro, e eu não estava com aquele pique, aquele olhar, aquela vontade de quem iria viajar. Também poderia, estou realizando uma monografia. E como dizem: “Existe vida após a mono”, eu concordo, mas acredito que tenha sim uma vida, um pouco mais preocupada, mas tem se uma vida durante a mono, eu comprovo.

Voltando ao passeio para o Rio de Janeiro, já estou com saudade, eu diria que já fui com saudade. Vivo com saudades. Eis então que os dias estavam perto do dia 28. Chega dia 27 de setembro e vou à rodoviária. Embarco no ônibus para Porto Alegre. Na chegada da rodoviária de Porto Alegre, um senhor já declamou poesia. Opa, a viagem já começava bem. Sentada, em um banco esperando, uma senhora com flores se aproximou de mim e puxou conversa, em dez minutos de bate papo eu sabia a vida daquela senhora..

Minha amiga chega e vamos ao encontro de outra amiga. Eu diria que aquela noite foi “frouxa”, sabe? Parecia até que outro dia eu estava indo trabalhar, estudar. Eu realmente não estava em clima de passeio. Mas isso logo passou. Cheguei ao aeroporto de madrugada, embarquei e cheguei ao RJ! Eeee. Ele continuava lindo.

E nos seis dias que permaneci lá, resumiria que eu conheci muitas pessoas, de Cuiabá, Fortaleza, Recife...e diria que fiz amizades. Acho o povo do Rio de Janeiro feliz, apesar de todos os problemas assim como os outros lugares. Mas eu digo que tive sorte, sempre fui bem recebida, me passavam as informações certas.

Eu viajei sozinha. Para surpresa de muitos. E para tantos outros que acham que sozinho a viagem não tem graça. Pois bem, eu provei novamente o contrário. Sozinha, provei da liberdade, ‘provei ‘ pessoas novas, lugares novos. Acredito que se eu estivesse acompanhada não faria o mesmo.

Meu dois objetivos eram: fazer uma entrevista com um jornalista para a minha mono e ir ao show do Coldplay no Rock in Rio. Os dois fatos foram ótimos. Da entrevista restou uma torrada, um chocolate amargo e um sorisso bobo no canto da boca. Do coldplay restaram borboletas guardadas em mim.

Como nos outros passeios e viagens, a gente nunca volta o mesmo. Volta renovada. Quer ser modificar o que não esta legal. Quer se amar mais. Sonha-se mais. Programa-se mais. E como faz bem. Tanto que eu, já quero aquelas belezas, aqueles sorrisos do povo do Rio de Janeiro que só eles têm, quero a poesia e a dança, e... o beijo na Nuth Barra. E assim somos lembranças.


12 de out. de 2011

momento epitáfio


Para uma pequena reflexão, consolação.

(...)Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

6 de out. de 2011

Nem tudo é fácil


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!


Cecília Meireles

19 de set. de 2011

eu encontrei você


Ainda Bem

Marisa Monte

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

12 de set. de 2011

Coldplay, nova música


O Coldplay lançou mais um single do novo disco, 'Mylo Xyloto', na manhã desta segunda-feira (12). A música tocou na Radio 1, da BBC, e foi publicada no canal da banda no YouTube.
Esta é a segunda música de trabalho do quinto disco de estúdio do Coldplay, que será lançado no próximo dia 24 de outubro. Três semanas antes do lançamento, a banda se apresenta no Rock in Rio, como principal atração do palco mundo, fechando o sexto dia de festival.

Neste fim de semana, eles divulgaram mais informações sobre 'Mylo Xyloto'. Uma delas é que a cantora Rihanna vai participar deste trabalho, na música 'Princess of China'. "O álbum foi concebido como uma peça. Tem dois personagens, um menino e uma menina, e no topo da nossa lista para fazer a menina estava Rihanna", revelou o vocalista Chris Martin em entrevista ao The Sun.



Fonte: uol

31 de ago. de 2011

estou apaixonada!

Amanhã Apaixona-se...

Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida.
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: APAIXONADO.
Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você,
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro,
Corra como se não houvesse a chegada,
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes,
Acredite como se não houvesse frustração,
Grite como se ninguém estivesse ouvindo,
Beije como se fosse eterno,
Sorria como se não existissem lágrimas,
Abrace como se fossem todos amigos,
Durma como se não houvesse amanhã,
Crie como se não existisse crítica,
Vá como se não precisasse voltar,
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo,
Faça a próxima viagem como se fosse a última,
Vista-se como se não conhecesse espelhos,
Proponha como se não existissem as recusas,
Brinque como se não tivesse crescido,
Levante como se não tivesse caído,
Case como se não houvesse outra,
Mergulhe como se não houvesse medo,
Ouça como se não existisse o certo ou errado,
Fale como se não existisse o certo ou errado,
Aprecie como se fosse eterno,
Viva como se não houvesse fim.
Prefira ser invés de ter,
Sentir invés de fingir,
Andar invés de parar,
Ver invés de esconder,
Abrir invés de fechar.
Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim. Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas. Se desistir, não terá um jardim. Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.
Lembre-se que a arca de noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação e o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte.

24 de ago. de 2011

Estudar, monografar


A monografia é um dos informes educacionais mais requeridos no ensino superior. Muitas vezes é um método que não foi ensinado na escola e os universitários encaram um desafio aparentemente difícil. A monografia não é nada além um processo sistêmico de organização da informação. Siga os passos propostos abaixo e seu trabalho será algo divertido e muito proveitoso para toda sua vida.

  • Eleja um tema sobre o qual gostaria de adquirir mais conhecimento, o tema deve ser algo ou alguém que realmente lhe inspire;
  • Você deve enfatizar somente um aspecto do tema que quer desenvolver, para não ter algo muito grande, onde esqueça detalhes importantes;
  • Quando tiver decidido o tema para análise de um aspecto específico, comece reunir materiais informativos (livros, artigos, documentos de investigação, etc)
  • É importante que você organize suas fontes de informação fazendo uso do método do fichário. Esse método consiste em organizar pequenas fichas onde você especifica o autor do documento, a data de edição, o tema central que o relaciona com seu tema de investigação e, por último, a natureza do documento (artigo, documento, livro);
  • Quando terminar de revisar suas fontes, e tenha organizado as informações obtidas nas mesmas, comece a fazer o esboço do trabalho;
  • A primeira coisa que deve constar é a introdução, que é onde se faz um resumo sobre toda a informação que contém o documento, incluindo autores revisados, artigos e fontes;
  • Divida seu trabalho em diferentes capítulos, dependendo do tema, use a ordem cronológica ou a ordem de importância dos mesmos;
  • Quando tiver exposto todos os seus pontos pelos capítulos, elabore uma conclusão que deve resumir os aspectos analisados e evita estabelecer juízos de valor.
Fonte: google

19 de ago. de 2011

Saudade bateu, Itália!


Amanhã, estreia na RBS TV, um curta sobre a Itália.
Claro que irei assistir.

Saudade, palavra que só existe em português, mas eu traduzo em italiano. Saudade da Itália todo dia. Quando escuto uma música, quando como sorvete, pois recordo que o melhor sorvete é o italiano.
Quando como massa, pizza, lasanha, nada se compara a cozinha de lá.
O bela Itália, como foi importante pra mim, quão boas lembranças, cheiros, abraços, beijos, fotos, aprendizado, dança, música, passeios, lugares, trem, discoteca, risos, amigos, ahh os amigos.

Saudade, saudade!
Bela Itália SAUDADE

Abaixo uma música italiana que me acompanhou durante um mês, lá, na Itália

Sapore Di Sale de Gino Pauli


Sapore di sale, sapore di mare
Che hai sulla pelle, che hai sulle labbra
Quando esci dall'acqua, e ti vieni a sdraiare
Vicino a me, vicino a me.

Sapore di sale, sapore di mare
Un gusto un po'amaro di cose perdute,
Di cose lasciate lontano da noi
Dove il mondo è diverso, diverso da qui.

Qui tempo è dei giorni che passano pigri
E lasciano in bocca il gusto del sale.
Ti butti nell'acqua e mi lasci a guardarti
E rimango da solo nella sabbia e nel sole.

Poi torni viscino e ti lasci cadere
Così nella sabbia e nelle mie braccia
E mentre ti bacio sapore di sale,
Sapore di mare, sapore di te.

Il tempo è dei giorni che passano pigri
E lasciano in bocca il gusto del sale,
Ti butti nell'acqua e mi lasci a guardarti
E rimango da solo nella sabbia e nel sole.

Poi torni viscino e ti lasci cadere
Così nella sabbia e nelle mie braccia
E mentre ti bacio sapore di sale,
Sapore di mare, sapore di te.