25 de jan de 2011

poesofia

feliz é o homem
que soube trocar
a superficialidade
pela essência das coisas
na leveza do existir
não se deixa influenciar
pelas aparências
sabe que o valor do vôo
não é medido pela decolagem
velocidade
muitos menos pelo itinerário
o valor do vôo
não é outra coisa
é o vôo em si...

Ivam Petrovitch

22 de jan de 2011

canção...

Não quero mais
Ouvir quem diz
Que o amor é só
Pra ser feliz
Angústia ou paz
Prazer ou dor
Eu quero é mais
Morrer de amor

Eu quero amar demais
Sem poupar coração
Que pra mim o amor que apraz
É uma louca paixão
Um amor só satisfaz
Além da razão.



'Sem poupar coração

Nana Caymmi


19 de jan de 2011

Bela Itália


Na próxima semana, mais precisamente no dia 29 de janeiro embarco com mais 21 colegas, para a maravilhosa Itália.

Vamos ficar por lá um mês estudando a cultura e a língua italiana, na pequena cidade de Castelraimondo, na região de Marque.

Vai ser minha primeira experiência internacional. Estou bem tranquila e aberta a conhecer vários lugares, uma nova cultura e um povo diferente.

Experiências fora do país sempre são válidas.
O que a maioria dos amigos que me conhecem perguntam, porque eu, uma descendente de alemã, e falando alemão, vou estudar italiano?

Bom, a Itália sempre me chamou a atenção, assim como a França. Como sou uma nostálgica assumida, a Itália que foi berço de tantas histórias me interessou sempre.

Claro, fora as belas paisagens que fazem desse país lindo. Não falo de cidades como Milão que a parte não me interessa muito, mas de cidades históricas cheias de grandes histórias por trás.

E vou tratar buscar e estudar mais algumas obras do escritor e filósofo Umberto Eco, muito importante para minha área da comunicação.

Bom, espero voltar com muitas experiencias, talvez decepções, mas uma bagagem cultural bem cheia.

Até...Arrivederci!

10 de jan de 2011

Leitura


Estou lendo uma obra maravilhosa do escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850), que foi um dos escritores mais extraordinários dos últimos tempos.
Balzac, é autor da obra clássica, "Comédia humana", que quem ler, terá o mundo em suas mãos.

A obra que estou lendo se institua "O amor mascado", que depois de muitos anos ganhou uma edição no Brasil.

Vale a pena ler, qualquer obra deste grande escritor!
Abaixo um resumo da obra, retirado do site verdestrigos.

Consta que, desde a infância, Honoré de Balzac (1799-1850) tinha duas ambições: ser aceito no meio aristocrático e tornar-se uma celebridade literária.

O passo inicial para atingir o primeiro propósito fora dado por seu pai. Assim que melhorou de vida, Bernard-François Balssa trocou o sobrenome para Balzac -originário de uma tradicional família do sul da França, onde havia nascido- e o fez preceder por um "de", para lhe dar um toque de nobreza.

Quanto à literatura, Honoré não se cansava de, todas as noites, sonhar com os olhos abertos diante de sua irmã Laure, descrevendo-lhe os projetos que, um dia, iriam torná-lo monumental como Rabelais - que nascera na mesma cidade que ele, Tours.

De alguma forma, "O Amor Mascarado", romance que acaba de ganhar edição no Brasil, representa um encontro entre as mais antigas aspirações de Balzac. O livro foi escrito para presentear uma aristocrata, Dorothée de Biren, duquesa de Dino. E, embora longe de uma obra-prima, a narrativa ratifica que a trajetória do romance possa ser dividida em antes e depois de Honoré de Balzac.

Como não integra "A Comédia Humana" - título talvez sugerido ao ficcionista por um amigo, Auguste de Belloy, e sob o qual se abriga o extraordinário conjunto de quase cem livros-, "O Amor Mascarado", via de regra, fica de fora quando se compila a produção balzaquiana. Lançado em 1911, o romance permaneceu "por mais de meio século" guardado na biblioteca da homenageada. De lá, por iniciativa do próprio duque de Dino, Maurice de Talleyrand-Périgord, o manuscrito chegou a um certo Lucien Aubanel -que, por sua vez, o entregou à editora La Renaissance du Livre, a qual o trouxe a público.

O que se deve acrescentar é que, ao conhecê-lo, no ano de 1843, em Berlim, a duquesa de Dino achou o escritor "desajeitado e comum", segundo assinala Graham Robb em "Balzac - Uma Biografia" (1995). Curiosamente, o editor francês afirma que o ficcionista decidiu oferecer o presente a Dorothée de Biren por ser recebido "como um íntimo" em sua casa.

"O Amor Mascarado", que se chamava, a princípio, "Imprudência e Felicidade", conta uma história de inspiração moderna - com passagens inverossímeis. Num baile carnavalesco do Ópera, Léon de Préval, oficial da cavalaria, é abordado por uma jovem de máscara, Elinor de Roselis, que lhe pede ajuda para encontrar o casal com quem estava havia alguns minutos. À primeira vista, o interesse instantâneo de Léon pela mascarada não passa de um flerte. Em duas páginas, porém, ele já diz que ama a desconhecida. Impassível, ela, que se confessara viúva e desiludida com os homens, marca um encontro para somente dali a três semanas, dando início a um plano surpreendente -engravidar de Léon e desaparecer de Paris.

A idéia de uma mulher mascarada usando um estranho para consolidar o único amor ao qual está disposta a corresponder -o de um filho- é, não se discute, vigorosa. O romance, aliás, se apóia na figura de Elinor. Nada a estranhar: Honoré de Balzac tem sido, há muito, considerado um dos maiores criadores de personagens femininas. O ponto fraco da trama está em Léon -o perfil psicológico do oficial parece um rascunho diante do desenho de sólida coerência que é a mascarada.

Os livros que formam "A Comédia Humana" e, mesmo alguns que não entraram nela, como "O Amor Mascarado", transformaram Honoré de Balzac, na definição precisa de Walter Benjamin, no "primeiro herói da vida moderna". Isso talvez explique por que, mais do que em sua época, ele se afirme hoje como uma celebridade literária. A vida em vigília -das noites em que conversava com a irmã sobre seus projetos de escritor até as que se punha a escrever freneticamente- o fez escapar do pesado sono da morte.

(Rinaldo Gama é coordenador-executivo do Instituto Moreira Salles)

Fonte: Verdestrigos